2009年05月16日
(128) MRSのジュリオ・フォンタナ・ネット退任

MRSというブラジルを代表する貨物鉄道会社の名物社長、
ジュリオ・フォンタナ・ネットがとうとう今月退任することが決まった。
独特の風貌と巨体で、まさに「巨漢」。なのに、とてもきめ細かい気遣いができる人だ。
なんでやめるんだろう?くたびれたのかな?以下、鉄道専門雑誌、Revista Ferroviaria からの抄訳です。まだ、53歳だし、やはり、株主に振り回され、くたびれたのでは、という印象です:
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ジュリオ・フォンタナ・ネットは5月末に社長を退任することが今週決まった。決定に関与したのは、株主及び役員で、Vale、Usiminas、CSN、Gerdauなどが含まれる。しかし、未だ後任は決まっていない。
彼が社長に就任したのは1999年で、その在任中は、取り扱い貨物の三倍増と、飛躍的な財務体質の強化に象徴される。1999年に55百万トンだった貨物が、2008年には136百万トンに増加。トンキロベースでは、259億から555億トンキロへと倍増した。
財務的には、2000年から赤字を続け、2002年には167百万レアルに達したが、その後劇的に改善し、2008年には663百万レアルの黒字を達成した。
投資活動も旺盛で、就任当初76百万レアルの投資額が、2008年には10億レアルに達し、在任中に5000台の貨車を購入、信号・通信設備の近代化、操車場の増設、100kmに渡る線路の複線化、メンテナンス機器の更新などを実行した。また、機関車は、250台を購入、その内150台は2007年に購入し、これはGEのブラジル工場での製造だ。この内、65両は交流電流を使用した機関車で、ブラジルの貨物鉄道史上初めての導入だった。
彼の楽天的でエネルギッシュな性格は鉄道民営化の多難な時期に好影響を与えた。2005年に今年の鉄道人材に選出され、7度に渡り、Revista Ferroviaria 主催のコンテストで、MRSを優れた貨物鉄道オペレーターに選出させた。ANTF(国家鉄道エージェンシー)の総裁に二度選出された。
以上のような傑出した実績を上げながらも、ジュリオはMRSを独自の経営戦略の路線を走らせる鉄道会社に転換させることはできなかった。常に株主である製鉄会社、鉄鉱資源会社のコストセンターとして経営干渉を受け続けていた。
例えば、700両の貨車と40両の機関車が絡むCSNによるCasa de Pedraのプロジェクトの場合がコストセンターとしての象徴だった。また、2007年にBrasilFerroviasの売却の際も、その機会の埒外にいた。BrasilFerroviasはFerroban、Novoeste、そしてFerronorteの三社からなる鉄道会社だが、実質的には鉱石の輸出は行っていなかったが故に、競合先のALLが買収することになった。同様なことが今年あった。MRSが砂糖会社のCosan/Rumoの物流プロジェクトに関わろうとしたがその機会を失った。これは、年間9百万トンの砂糖輸出をサントス港経由で行う鉄道輸送プロジェクトだった。またしてもこの案件はALLに奪われることとなった。
53歳、かのマッケンジー大学で機械工学を専攻し、経営学修士を取得した。MRSの前はALCANとGERDAUに身を置いた。
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Julio Fontana deixa a MRS
15/05/2009
Gestão de Julio Fontana Neto (foto) foi marcada pela evolução dos resultados financeiros
Júlio Fontana Neto deverá deixar a presidência da MRS até o final de maio. A decisão estava sendo discutida desde o início de abril e foi acordada esta semana entre o executivo e o conselho de acionistas da MRS, composto pelas empresas Vale, Usiminas, CSN e o Grupo Gerdau. Ainda não há substituto designado para o cargo.
Julio Fontana foi nomeado presidente da companhia em 1999. Sua gestão foi marcada pelo crescimento do volume de transporte e evolução dos resultados financeiros. De nove anos para cá, a operadora quase triplicou as toneladas úteis transportadas – em 1999 foram 55 milhões passando para 135,8 milhões de TU em 2008. Em termos de TKU, o índice mais que dobrou no período. De 25,9 bilhões em 1999, a empresa registrou ano passado, 55,5 bilhões.
Sucessivos recordes de transporte da ferrovia logo se refletiram nos dados financeiros. Desde 2000, a MRS amargou prejuízos, que chegaram a R$ 166,8 milhões em 2002. Júlio reverteu a situação, e a MRS em 2008 alcançou lucro líquido de R$ 663 milhões.
Os investimentos realizados durante sua gestão foram agressivos. No ano em que assumiu a presidência, a MRS investiu R$ 76 milhões. Em 2008, cerca de R$ 1 bilhão. Em seu exercício, comprou cinco mil vagões, modernizou o sistema de sinalização e telecomunicações, ampliou pátios, duplicou 100 quilômetros de linha, modernizou e adquiriu novos equipamentos de manutenção. Em matéria de tração, a MRS encomendou durante sua gestão 250 locomotivas, das quais 150 em 2007, o que permitu à GE reiniciar a fabricação de locomotivas de linha no Brasil. Nesta aquisição, a companhia optou por 65 máquinas de corrente alternada, que pela primeira vez seriam utilizadas por uma ferrovia de carga no Brasil.
Seu otimismo e energia marcaram de forma positiva o período pós-privatização das ferrovias. Eleito o Ferroviário do Ano de 2005, Julio levou a empresa a ganhar sete vezes o prêmio de Melhor Operadora de Carga, oferecido pela Revista Ferroviária. Foi duas vezes presidente da ANTF. De 2000 a 2003, quando deu à entidade a relevância que conserva até hoje; e desde o ano passado, durante o biênio 2008/2009.
Apesar disso tudo, Júlio não conseguiu transformar a MRS em uma empresa ferroviária com rota própria. Ela continuou a vida toda como centro de custo dos seus proprietários, siderúrgica e mineradoras, e os investimentos foram sistematicamente canalizados nesta direção. Assim foi no caso do projeto de Casa de Pedra, da CSN, que implicou na aquisição de 700 vagões e 40 locomotivas. Exemplo oposto foi a oportunidade aberta pela venda da Brasil Ferrovias, em 2007, onde a MRS ficou de fora. A Brasil Ferrovias (Ferroban, Novoeste e Ferronorte) praticamente não exporta minério, e a empresa acabou sendo comprada pela ALL. O mesmo ocorreu este ano, quando a MRS perdeu a oportunidade de operar a logística ferroviária do projeto da Cosan/Rumo, para exportar 9 milhões de toneladas de açúcar/ano pelo porto de Santos. Novamente a ALL ficou com o negócio. Não era o que queria o executivo.
Com 53 anos, Júlio Fontana é formado em engenharia mecânica com pós-graduação em administração de empresas, ambos pela Universidade Mackenzie. Antes da MRS, passou pela Alcan e Gerdau.




